quarta-feira, 3 de junho de 2015

Função básica do recurso audiovisual na educação.

Atualmente, é normal associar o uso da modernidade eletrônicas como forma de ampliar o sistema   educacional à incorporação de novas produções tecnológicas, principalmente as mais recentes como televisão, vídeo, informática, telemática, correio eletrônico, videodiscos interativos, hipertextos, multimídia, CD-rom, realidade virtual.

Na verdade, o uso da tecnologia na escola acaba recriando a própria escola. No entanto, a partir da segunda metade do século XX, seu uso passou a ser vinculado como uma visão tecnicista, instrumental, uma vez que equipamentos concebidos para tarefas alheias ao campo educacional migravam para o ambiente escolar com propósitos de uso para substituir tarefas que historicamente cabiam ao professor. Tal visão foi responsável por uma forte rejeição dos docentes ao uso das tecnologias no ambiente escolar.

Numa perspectiva histórica, constata-se que a relação entre a escola e a tecnologia começa com o uso de diferentes artefatos entre eles: lápis, papel, material impresso, rádio, telégrafo, gravador, televisão, vídeo, e mais recentemente as novas tecnologias da informação e da comunicação. O uso desses recursos no âmbito escolar sempre foi condicionado por questões de natureza econômica e política, e, em alguns casos, por questões de cunho ideológico, quando educadores eliminam ou excluem a possibilidade de inclusão dos recursos tecnológicos por preconceito ou discriminação.

Por exemplo, na quimica, mostra-se que não existem regras rígidas neste campo, portanto, a ideia é fornecer algumas orientações operacionais de como preparar e utilizar os recursos mais acessíveis às escolas brasileiras, como é o caso do retroprojetor e da televisão-vídeo (DVD) e mais recentemente, do computador e internet. No caso do retroprojetor1 e vídeo (DVD), por estarem em uso há mais tempo, algumas orientações seguras já podem ser fornecidas. Para os recursos mais novos, há muito ainda o que desenvolver e aprender até que fique mais claro como inseri-los no currículo escolar. Procurar-se-á abordar os recursos tecnológicos tanto do ponto de vista da educação presencial quanto para a educação à distância. É sabido que há uma tendência de a educação a distância ocupar cada vez mais espaço, inclusive numa modalidade que se mescle com a presencial.


Análise química mapeia cocaína que chega ao Brasil

A Polícia Federal do Brasil utiliza análises químicas para determinar as rotas usadas pelos traficantes de cocaína para entrar com com a droga no País.
O órgão está agora compilando o banco de dados mais abrangente das impressões digitais químicas de drogas ilícitas na América do Sul, que será usado para identificar onde a cocaína é produzida originalmene.
Embora a análise química de drogas ilícitas não seja uma novidade, os equipamentos necessários para esse tipo de pesquisa sempre foram muito caros para a maioria dos laboratórios forenses dos países da América do Sul, afirma Claude Roux, professor de química e ciência forense da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália. Os recentes avanços na tecnologia - mais especificamente em espectrômetros de massa - tornaram os equipamentos mais acessíveis, no entanto.
Michael Collins, Instituto Nacional de Métricas da Austrália, afirma que a análise química se tornou uma prática padrão nos EUA, Austrália e grande parte da Europa e do Japão, mas explica que a adoção da tecnologia na América do Sul será crucial para a guerra contra as drogas.
Aproximadamente 65% da cocaína traficada para os Estados Unidos tem origem na América do Sul e na América Central. A capacidade de conectar as apreensões às diferentes redes de tráfico da região vai melhorar a coleta de informações e ajudar a processar os criminosos responsáveis, afirma Collins.
Farejando a rota
A cocaína geralmente chega ao Brasil por meio dos nossos vizinhos do Norte: a Colômbia, o Peru e a Bolívia. Mas a análise química de 112 apreensões em quatro Estados brasileiros em 2006 sugere que a droga também está começando a chegar do Paraguai. A PF chegou a essa conclusão após comparar a cocaína apreendida no norte do Amazonas e Rondônia com o perfil químico das amostras coletadas no Mato Grosso do Sul, que faz fronteira com o Paraguai.
A equipe de Jorge Zacca, do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, examinou os compostos da cocaína apreendida chamados de alcalóides menores, que são encontrados nas folhas da planta da coca. Os alcalóides sofrem uma mudança sutil, dependendo da espécie de coca, onde foi cultivada, a idade da cocaína e como ela foi armazenado. A equipe também analisou os solventes presentes na droga, como um resíduo do processo de purificação.
"A técnica é muito eficaz para ligar a droga aos traficantes", afirmou Zacca. A técnica, no entanto, não é capaz de revelar a origem geográfica da droga, portanto é impossível saber se a cocaína foi produzida no Paraguai ou apenas transportadas por novas rotas que passam pelo país. A identificação geográfica é impossível porque não há banco de dados global na América do Sul para comparar as "assinaturas" químicas das drogas apreendidas com amostras de origem conhecida.
Agora, a equipe de Zacca usa os perfis das novas substâncias químicas para compilar essa base de dados e aumentar a qualidade das análises. Os resultados da pesquisa da Polícia Federal Brasileira foram apresentados no Simpósio Internacional de Ciências Forenses de Sydney, na Austrália, no início deste mês.

Fonte:http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI175221-17770,00-ANALISE+QUIMICA+MAPEIA+COCAINA+QUE+CHEGA+AO+BRASIL.html

Desastre nuclear na usina de Chernobyl completa 29 anos

vista da cidade de pripyat com o quarto reator de chernobyl ao fundo - foto tirada em 2000 (Foto: getty)

Ainda era madrugada de sábado, quando os técnicos da usina nuclear de Chernobyl, localizada a pouco mais de 150 quilômetros da capital ucraniana Kiev, estavam a postos para conduzir uma bateria de testes de rotina. A avaliação consistia em desligar a rede elétrica da central e ativar o sistema auxiliar de emergência para que a usina continuasse funcionando normalmente caso houvesse algum apagão.
O relógio marcava 1h23 da manhã do dia 26 de abril de 1986 quando o teste se transformou em um dos maiores acidentes da história: ao diminuir a potência das turbinas, o sistema de resfriamento do reator nuclear número quatro parou de funcionar, causando um superaquecimento que culminou em uma grande explosão de vapor. O teto do reator, que pesava mil toneladas, foi destruído, e uma nuvem de radiação tomou a cidade. “A vegetação, o solo e a água foram contaminados, sendo necessária a evacuação dos moradores. A nuvem radioativa, com elementos como o césio-137 e o iodo-131, se estendeu por vários países da Europa”, afirma a professora de química Márcia Guekezian, da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Desde 1949, quando a União Soviética detonou a sua primeira bomba atômica, o país investiu pesado na tecnologia nuclear, inaugurando a primeira central de energia atômica do mundo, em 1954, na região russa de Obninsk. República que fazia parte da nação soviética, a Ucrânia também contava com um parque nuclear de peso, abrigando a maior usina da Europa, na cidade de Zaporizhia. Construída em 1977, a central de Chernobyl contava com quatro reatores responsáveis por fornecer cerca de 10% da energia para o território ucraniano.
Apesar de na década de 1980 a União Soviética viver um período de estagnação econômica e desvantagem tecnológica em relação aos países ocidentais, a tecnologia atômica do país era considerada sólida. “Os conceitos de ecologia começaram a ser discutidos com mais intensidade a partir da década de 1970 e o desastre em Chernobyl despertou a fragilidade do planeta em relação às usinas nucleares”, diz o professor de história Alexandre Hecker, do Mackenzie.
Até então, o principal incidente envolvendo energia atômica ocorrera em 1979, quando a usina americana de Three Mile Island, na Pensilvânia, superaqueceu e só não explodiu graças à liberação de gases radioativos no meio ambiente. Um episódio com consequências pequenas se comparado ao que aconteceu em Chernobyl: 31 pessoas morreram por conta da explosão e no combate ao fogo, mas milhares foram diretamente afetadas por conta da nuvem de radiação, que obrigou a evacuação dos 350 mil moradores da cidade de Pripyat, construída pelo governo soviético para abrigar os trabalhadores da usina nuclear.
“A liberação de alta radiação ionizante é capaz de matar as células do organismo, além de causar mutações. Dependendo do tempo de exposição, podem ocorrer danos irreversíveis no sistema nervoso central”, afirma Márcia. O número de vítimas causadas pela radiação não é um consenso, mas as Nações Unidas estimam que mais de 9 mil pessoas morreram em decorrência à exposição de césio-137 e iodo-131, além doaumento significativo dos casos de câncer de tireoide na Ucrânia, na Bielorrússia e em parte da Rússia.
Com o final da União Soviética, em 1991, os cuidados em relação à administração da usina ficaram a cargo das autoridades ucranianas, que vivem um momento de tensão com a Rússia por conta dos movimentos separatistas concentrados no leste da Ucrânia. “A história de Chernobyl está viva e volta a nos assustar, como o que ocorreu recentemente na usina japonesa de Fukushima após o tsunami”, diz Hecker. Logo após o acidente, a versão oficial da investigaçãoresponsabilizou os operadores da usina pelo erro que culminou com o superaquecimento do reator. Uma segunda tese, no entanto, coloca atecnologia deficiente da usina como motivadora da instabilidade capaz de provocar a explosão de vapor.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2015/04/desastre-nuclear-na-usina-de-chernobyl-completa-29-anos.html

Estamos ficando mais inteligentes?

Você já deve ter ouvido um pai/mãe comentar sobre a inteligência do filho/a em frases do tipo: fulaninho é muito mais inteligente que eu nessa idade. E uma nova pesquisa sugere que esse aumento da capacidade intelectual com o passar das gerações pode ser um fato. De acordo com os cientistas da Kings College London, que analisaram 405 estudos sobre QI anteriores (com mais de 200 mil participantes e de 48 países), a média de inteligência subiu o equivalente a 20 pontos de QI desde os anos 1950. Como essse tipo de teste é feito para ter uma média de 100 pontos, um acréscimo desse é algo bastante significativo.
Vale notar que os ganhos não foram uniformes. O aumento de QI é maior em países emergentes, sendo mais expressivo da Índia e na China. Além disso, os EUA ficaram estáveis e, no Reino Unido, a média caiu.
Especialistas estão cientes desse aumento na inteligência há algum tempo. Em 1982, o filósofo e psicólogo James Flynn, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, estava buscando testes de QI em manuais americanos. Ele notou que os testes eram refeitos a cada 25 anos e que pessoas que faziam testes 'atuais' e 'anteriores' tiravam notas menores nas versões mais recentes. Ou seja, os testes estavam ficando mais difíceis. Mesmo assim, a média se mantinha - então signfica que as pessoas estavam ficando mais inteligentes. Afinal, tiravam notas melhores em testes mais complicados.
De acordo com Flynn, se os americanos de hoje fizessem os testes de um século atrás, a média seria de 130 pontos - considerada extraordinariamente alta. E se os americanos de cem anos atrás fizessem os testes atuais, teriam a média de QI de 70 pontos - considerada a de uma pessoa com deficiências intelectuais. O que não faz sentindo. Mas então o que está acontecendo?
Existem várias teorias - nenhuma delas completamente aceita. A primeira é que essas mudanças estão relacionadas à educação. Em países em desenvolvimento, mais pessoas passam mais tempo no sistema educacional. E os métodos de ensino também evoluíram: não é mais preciso memorizar datas e fatos. A educação está mais voltada a um treinamento para o pensamento. No entanto, não há uma relação entre o aumento do QI e o aumento das médias em vestibulares, por exemplo.
Também há algo que o psicólogo Arthur Jensen chama de 'sabedoria de testes' - pessoas que fazem provas desde pequenas se acostumam à pressão e criam táticas para melhorar suas performances. Ou seja, quanto mais é exigido, maior é nossa capacidade de adaptação. Em 1900, apenas 3% dos americanos tinham empregos que eram considerados desafiadores intelectualmente. Agora essa demanda cognitiva é de 35%. As famílias também estão menores, então as crianças têm mais contato com adultos e seus tópicos de conversa. Essa atenção maior dos pais também pode ser um fator. Até o maior acesso à eletricidade, que permite que as horas da noite sejam aproveitadas para tarefas culturais, pode ser um fator.
Segundo Flynn, isso tudo não quer dizer que somos mais inteligentes, mas que a sociedade exige mais de nós. "Pessoas em 1900 tinham a mente afiada para lembrar de todos os seus primos, de como cuidar de uma fazenda. Mas ninguém pedia a eles para fazer cálculos complexos matemáticos", afirma. "É como comparar um halterofilista e um nadador. Eles têm os mesmos músculos quando nascem, mas em sua autópsia seus corpos seriam muito diferentes por conta do que eles exercitaram em vida. O mesmo vale para o cérebro", completa, em entrevista para a BBC.
Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Neurociencia/noticia/2015/03/estamos-ficando-mais-inteligentes.html

Como as tecnologias digitais vão mudar a educação

Editora Globo

O futuro pode ser visto como uma extensão natural do que acontece hoje: nossas políticas, padrões de pensamento, tendências e hábitos. Se vão criar um amanhã indesejável, como podemos mudá-lo agora? É daí que parte o trabalho da americana Rita King.


Rita é futuróloga do think tank (centro de estudos) Langley da Nasa, onde trabalha na concepção de um parque de ciências, e uma das coordenadoras da Science House, instituição que faz a ponte entre cientistas e investidores para concretizar projetos de inovação. Ela afirma que estamos entrando na chamada Era da Imaginação, em que, com a ajuda da inteligência artificial, poderemos criar a maneira como queremos viver.



A maior mudança virá de nossa relação com as máquinas e o mundo virtual, que já começa a transformar a educação. A seguir, Rita fala sobre como robôs estão fazendo as vezes de professores, salas de aula que podem ir muito além de mesas e cadeiras e por que criatividade e imaginação serão os valores mais importantes de nossa sociedade. Para ela, o futuro já começou.

GALILEU: O que é a Era da Imaginação? 
Tivemos a Era Industrial e vivemos hoje a Era da Informação. Muitos futurólogos consideram que a próxima será a da Inteligência, mas ela só chegará quando as máquinas pensarem melhor que nós. Estamos em uma transição que chamo de Era da Imaginação. É um período de reformulação, não só para trabalho, educação e relacionamentos, mas para o que significa ser humano. Nós integraremos cada vez mais a tecnologia. Essas mudanças já podem ser vistas na educação. 


Como? 
Parte da Era da Imaginação é re-imaginar sistemas, e a educação é um dos que mais necessita de um novo pensamento. Nas escolas, temos do uso de iPads a aulas ministradas por robôs. Os modelos mais avançados são autônomos, guiados por software de inteligência artificial com rastreamento de movimento e reconhecimento de fala. As máquinas começam a aprender a ensinar, tornando-se informadas sobre os mais diversos assuntos. Não é um conceito, mas um modelo já implantado em países como a Coreia do Sul. 



Teremos aulas em cenários virtuais? 
Sim. Esses ambientes digitais podem recriar espaços inusitados para o aprendizado, como o fundo de um oceano, com corais sendo destruídos pelo aquecimento global. Um ambiente virtual de uma faculdade de medicina, por exemplo, pode se parecer a uma réplica gigante de um coração humano. Assim, os estudantes poderão explorar o funcionamento desse órgão vital em um nível antes inatingível no ensino à distância.

Fonte:http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI319924-18538,00-COMO+AS+TECNOLOGIAS+DIGITAIS+VAO+MUDAR+A+EDUCACAO.html